Alckmin diz que veto a carnes deve ‘se equacionar’ e defende padrão sanitário brasileiro

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Por Kellen Barreto, Mariana Laboissière, g1 — Brasília

13/05/2026 10h57 Atualizado 13/05/2026

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia deve se “equacionar”.

A fala de Alckmin ocorreu durante o 4 º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.

Alckmin ressaltou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), Suíça, Noruega, e Islândia e com a União Europeia (UE).

O vice-presidente enfatizou a abrangência do acordo Mercosul-UE como o maior entre blocos do mundo.

A decisão da União Europeia de barrar a importação de carne bovina brasileira abriu uma nova frente de tensão entre o bloco europeu e o agronegócio brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia (UE) deve “se equacionar”.

O veto foi anunciado nesta terça (12) e está ligado às exigências sanitárias da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

“Tivemos, com os Estados Unidos, o tarifaço, mas está bem equacionado, bem encaminhado e temos ainda a seção 301 [investigação comercial dos EUA] que nos preocupa, mas, nesses 30 dias agora, vão ter reuniões importantes entre os representantes do Brasil e dos EUA”, afirmou.

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“Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado e, claro, que tinha uma resistência na União Europeia e, principalmente, um receio do acordo com a questão do agro”, mencionou.

Alckmin ponderou, contudo, que o pacto está “bem formatado” com salvaguardas para os dois lados.

“Entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e acho que essa questão vai se equacionar. Até como colocou bem o ministro André de Paula, nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal, como proteína vegetal”, prosseguiu.

Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle de substâncias utilizadas na criação animal.

Dessa forma, UE publicou uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil.

➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

O governo brasileiro, porém, rebateu a avaliação e afirmou que o país adota padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.

Em resposta, o governo afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e informou que pretende atuar diplomaticamente para tentar reverter o veto antes da entrada em vigor das restrições, prevista para 3 de setembro.

Um dos motivos, é pelo Brasil já ter normas públicas que proíbem as substâncias questionadas

A medida atinge também produtos como por exemplo, carne de frango, ovos, mel e pescados, mas a principal preocupação está na carne bovina por ser um dos itens de maior valor agregado exportados pelo Brasil.

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